O Escritório de Direitos Humanos da ONU divulgou nesta sexta-feira (11) que 798 pessoas foram assassinadas em locais de ajuda humanitária em Gaza e em rotas de comboios humanitários nas últimas seis semanas.
A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos Estados Unidos e Israel, administra esses pontos de ajuda usando empresas privadas de segurança e logística, em alternativa ao sistema liderado pela ONU. Israel acusa o modelo da ONU de facilitar o saque de suprimentos por militantes do Hamas, o que é negado pelo grupo palestino.
Segundo a ONU, 615 mortes ocorreram próximas às instalações da GHF e 183 ao longo das rotas dos comboios. A maioria dos ferimentos registrados foi causada por tiros, aumentando a preocupação com a segurança dos civis que buscam ajuda.
A GHF refutou os números, classificando-os como “falsos e enganosos”, e negou mortes em suas instalações. O Exército israelense afirmou que está revisando os incidentes e implementando medidas para reduzir os conflitos.
Após 21 meses de conflito e um bloqueio israelense de 11 semanas, Gaza enfrenta grave escassez de alimentos e suprimentos básicos. A GHF informou ter distribuído mais de 70 milhões de refeições em cinco semanas, enquanto a ONU relata casos de roubo e pilhagem de ajuda por grupos armados.



