A influenciadora digital chinesa Chen Ziyi, de 24 anos, conhecida nas redes sociais como Yingying, morreu em decorrência de complicações provocadas por hipocalemia, uma grave queda nos níveis de potássio no sangue. A jovem acumulava milhares de seguidores gravando vídeos de mukbang, formato de conteúdo focado no consumo de grandes volumes de alimento diante das câmeras para entretenimento do público.
Segundo informações divulgadas pelos jornais The Mirror e The Global Times, o quadro severo de deficiência do mineral foi desencadeado por uma rotina de alimentação desregulada e pela prática recorrente de indução ao vômito. A purgação frequente associada ao consumo compulsivo desequilibrou o organismo da criadora de conteúdo, levando a complicações metabólicas fatais.
Estudos científicos da área médica, como os publicados na revista especializada Nature Reviews Nephrology, alertam que a hipocalemia afeta diretamente tecidos excitáveis como o coração e o trato intestinal. A oscilação drástica do íon intracelular na corrente sanguínea pode provocar arritmias cardíacas graves, insuficiência de órgãos e paradas cardiorrespiratórias.
Popularizado originalmente na Coreia do Sul e expandido para o mercado global, o fenômeno do mukbang dialoga com competições de compulsão alimentar (binge eating). Médicos e especialistas apontam que a busca por audiência nesse nicho frequentemente mascara distúrbios alimentares severos e práticas extremas de purgação entre os produtores de vídeo.
A morte de Chen Ziyi acendeu um alerta na comunidade internacional de criadores de conteúdo sobre os limites da busca por engajamento digital e os riscos de distúrbios alimentares. O caso impulsionou debates sobre a necessidade de monitoramento e regulação de plataformas de vídeo para proibir dinâmicas de consumo alimentar extremo.
(*)Com informações do Metrópoles


