Um deslizamento de terra acompanhado por inundações repentinas destruiu postos de fronteira, vilarejos e estruturas de energia na região do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete (China), nesta quarta-feira (26). A tragédia ocorreu no distrito de Rasuwa, afetando diretamente o porto internacional de Gyirong e as comunidades às margens do rio Bhote Koshi, deixando até o momento ao menos 9 mortos e quase 400 desaparecidos — incluindo 291 turistas estrangeiros.
A força da água e da lama destruiu pontes metálicas, estradas e residências, provocando o bloqueio das comunicações e do fornecimento de energia elétrica em toda a região. O setor energético do Nepal confirmou o afetamento de mais de 430 MW em usinas hidrelétricas locais. Devido ao transbordamento dos rios, o exército nepalês encontrou dificuldades para pousar helicópteros de resgate nas localidades mais atingidas, como Syapru Besi e Timure.
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Análises preliminares apontam que o desastre foi deflagrado por uma combinação de chuvas intensas e o colapso de gelo e rocha na calha superior do rio, no lado chinês. O presidente da China, Xi Jinping, ordenou mobilização total para as buscas de sobreviventes e pediu o fortalecimento dos sistemas de alerta preventivo contra novos desastres na região montanhosa.
Autoridades nepalesas orientaram os moradores de áreas ribeirinhas a buscarem terrenos elevados enquanto os trabalhos de desobstrução e busca por vítimas prosseguem.



