A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva de Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, piloto da lancha Lima de Abreu XV, que naufragou na tarde de sexta-feira (13), nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. O acidente resultou em duas mortes e deixou sete pessoas desaparecidas.
O comandante chegou a ser preso na noite do ocorrido, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 16 mil. Com a nova decisão judicial, ele deverá ser novamente detido. Até a última atualização, o piloto não havia se apresentado à autoridade policial.
A decisão tem como base os artigos 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, e aponta a necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Em depoimento, Pedro José relatou que o rio apresentava agitação no momento da viagem, mas optou por seguir com o trajeto. Segundo ele, ao chegar à região do Encontro das Águas, a embarcação foi atingida por fortes ventos e banzeiros. O primeiro impacto atingiu a parte frontal da lancha e, logo depois, uma segunda onda teria provocado a perda de controle do barco.
A lancha saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte quando afundou.
Após ser detido no Porto de Manaus, o piloto foi conduzido ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e, posteriormente, à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que conduz as investigações.
As buscas pelos desaparecidos seguem em andamento, e a Polícia Civil apura as circunstâncias do naufrágio.



