A Polícia Civil do Amazonas, por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), prendeu, na tarde de terça-feira (21/01/2026), o aposentado Júlio Cesar Campos de Souza, suspeito de provocar um incêndio criminoso em uma empresa de estofados e artigos modulados localizada na rua Tito Bitencourt, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus. A prisão preventiva foi cumprida em menos de 48 horas após o crime.
A ação foi coordenada pelo delegado Cícero Túlio. Conforme a investigação, imagens do sistema de videomonitoramento do estabelecimento permitiram identificar o suspeito, posteriormente reconhecido pela vítima como um antigo desafeto. A polícia aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a posse de um imóvel, perdida por Júlio Cesar em decisão proferida no fim de 2025.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado possui histórico de tentar se apropriar de imóveis alugados ou cedidos, recorrendo à Justiça para permanecer nas propriedades.
As apurações indicam que, na manhã de 20 de janeiro, o suspeito chegou ao local em uma motocicleta vermelha, portando uma garrafa plástica com material inflamável. Ele teria invadido a empresa e ateado fogo em peças e equipamentos, fazendo com que as chamas se espalhassem rapidamente. O incêndio causou prejuízo estimado em R$ 1 milhão, destruiu totalmente o imóvel, atingiu um veículo estacionado nas proximidades e provocou danos em residências vizinhas.
Equipes do Corpo de Bombeiros de diferentes zonas da capital foram acionadas, mas o fogo só foi controlado após consumir todos os bens da empresa.
Após o registro da ocorrência, os policiais iniciaram diligências que resultaram na identificação do suspeito e do veículo utilizado na fuga. A prisão preventiva foi solicitada e deferida durante o plantão judicial.
Júlio Cesar foi preso no Beco São Jorge, no bairro Educandos, área conhecida pelo intenso movimento do tráfico de drogas. Ele não ofereceu resistência. A polícia apreendeu a motocicleta usada no crime e a sacola plástica utilizada para transportar o combustível.
Em depoimento, o suspeito teria confessado o crime, afirmando que planejou a ação após o desfecho desfavorável da disputa judicial. Segundo a polícia, ele monitorou por três dias a rotina de um funcionário da empresa antes de executar o plano.
O homem responderá pelos crimes de incêndio majorado, dano qualificado e perigo para a vida ou saúde de outrem. Após os procedimentos legais, ele será apresentado em audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
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