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VÍDEO: Deu ruim no “projeto verão”: Carga de R$ 100 mil em produtos estéticos vai parar na delegacia

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Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), resultou na manhã desta sexta-feira (04/09) na prisão de três homens suspeitos de integrar uma rede de contrabando e distribuição clandestina de medicamentos e insumos estéticos. Os suspeitos foram identificados como Octavio Cesar Santos Miranda, Ewerton da Silva Trindade e Davimar Costa da Mota.

A ação foi coordenada pelo delegado Cícero Túlio e culminou na apreensão de uma carga avaliada preliminarmente em R$ 100 mil. Entre os materiais recolhidos estão as populares “canetas emagrecedoras”, além de substâncias de alto custo aplicadas em procedimentos estéticos e terapêuticos, como botox, retatrutida, tirzepatida e GHK-Cu.

“Estamos diante de uma atividade que, além de envolver crimes de contrabando e comercialização irregular, pode representar grave risco à saúde das pessoas submetidas a produtos sem procedência, sem controle de qualidade ou falsificados”, alertou o delegado Cícero Túlio.



Esquema abastecia clínicas da capital

As investigações duraram cerca de 20 dias e iniciaram após o recebimento de denúncias anônimas. Segundo a equipe do 1º DIP, o grupo trazia os produtos de forma irregular do Paraguai e da Guiana e os comercializava no mercado paralelo por valores bem abaixo do praticado no mercado formal.


Centro de distribuição em quitinete

Após cerca de três semanas de monitoramento, os investigadores mapearam uma intensa movimentação de entregas em uma vila de quitinetes na Rua Dom Pedro I, bairro São Jorge, zona oeste de Manaus.

Com base nas evidências, o delegado representou pelo mandado de busca e apreensão domiciliar, deferido pelo juiz Dr. Aldrin Rodrigues durante o plantão judicial. No imóvel, a equipe encontrou cerca de uma centena de unidades de produtos medicinais e estéticos mantidos sem autorização sanitária. Parte da mercadoria apresenta indícios de falsificação ou adulteração e passará por perícia técnica.

Histórico criminal e próximos passos

A Polícia Civil apurou que Octavio Cesar Santos Miranda, apontado como um dos administradores do esquema, possui um histórico criminal extenso: já soma três prisões anteriores por tráfico de drogas, além de antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e receptação.

O trio responderá, conforme a participação individual no esquema, por crimes como:

. Falsificação, adulteração ou corrupção de produtos medicinais/terapêuticos
. Receptação qualificada, contrabando e descaminho
. Associação criminosa

Os detidos passaram pelos procedimentos cartorários e seguem à disposição da Justiça para a audiência de custódia. As investigações do 1º DIP continuam com o objetivo de identificar fornecedores, transportadores e as clínicas ou profissionais que adquiriram os insumos clandestinos para uso em pacientes.

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