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Bolsonaro é intimado a depor sobre suposta tentativa de golpe

A Polícia Federal intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prestar depoimento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado visando a sua permanência na Presidência. O ex-chefe do Executivo será ouvido na quinta-feira (22/02), na sede da PF em Brasília, às 14h (horário local), conforme confirmado pela defesa do ex-presidente.

Em 8 de fevereiro, a PF deflagrou a operação Tempus Veratis, que mira aliados militares ou políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve que entregar seu passaporte a autoridades e não pode deixar o país.

Entre os alvos, estão o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Braga Netto, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

São cinco crimes principais que movem a investigação, segundo documentos da PF:

  • Ataques virtuais a opositores;
  • Ataques às instituições (STF, TSE), ao sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral;
  • Tentativa de golpe de estado e de abolição violenta do estado democrático de direito;
  • Ataques às vacinas contra a Covid-19 e às medidas sanitárias na pandemia e;
  • Uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens como: o uso de suprimentos de fundos (cartões corporativos) para pagamento de despesas pessoais; a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina; e o desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-Presidente da República, Jair Bolsonaro, ou agentes públicos a seu serviço, e posterior ocultação com o fim de enriquecimento ilícito.

Mandados de prisão também foram cumpridos contra Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família do ex-presidente; Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército; e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.

O grupo teria atuado em o que a PF classificou como seis núcleos para operacionalizar medidas para desacreditar o processo eleitoral, planejar a execução de um golpe de Estado e agir de forma antidemocrática, para a permanência do grupo no poder.

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