A convenção que oficializa as candidaturas de Roberto Cidade ao Governo do Amazonas e de Wilson Lima ao Senado ganhou novos contornos políticos nesta terça-feira (4). Integrantes da campanha denunciaram uma suposta operação coordenada pela Prefeitura de Manaus para dificultar a chegada de apoiadores ao evento.
Segundo a denúncia, equipes da Guarda Municipal e agentes de trânsito estariam realizando blitzes em diferentes pontos da cidade para abordar e apreender ônibus e vans que transportam participantes com destino à Arena Amadeu Teixeira, local onde ocorre a convenção.

Para aliados de Roberto Cidade, a ação vai além da fiscalização de rotina e configura uma tentativa de utilizar a estrutura pública para prejudicar um adversário político. A campanha atribui a suposta operação ao grupo político do ex-prefeito David Almeida e afirma que a medida representa perseguição política e abuso de poder.
“A prefeitura não pode ser utilizada como instrumento para impedir que cidadãos exerçam o direito de participar de um ato político. O direito de ir e vir e a livre participação democrática devem ser respeitados”, afirmam integrantes da organização do evento.
Os denunciantes sustentam que, sem conseguir mobilizar público para seus aliados, o grupo político adversário estaria recorrendo ao uso da máquina pública para tentar reduzir a participação na convenção, considerada pelos organizadores como a maior já realizada no Amazonas.
Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus não havia se manifestado sobre as acusações. O espaço permanece aberto para que o município apresente sua versão dos fatos.



