O Senado Federal realiza, nesta quarta-feira (14), a última sessão de debates da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho na escala 6×1. Logo em seguida, o plenário deve analisar a matéria em primeiro turno. O governo articula a aprovação de um calendário especial para acelerar os trâmites e votar também o segundo turno no mesmo dia, garantindo a aprovação do projeto antes do segundo turno das eleições.
Para ser aprovada em definitivo na Casa, a PEC precisa obter pelo menos 49 votos favoráveis em cada uma das duas rodadas de votação. A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), formalizou o pedido para dispensar o intervalo exigido pelo regimento interno entre os turnos, e a proposta conta com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para ser deliberada nesta tarde.
A votação sofreu uma reviravolta com a mudança na postura da oposição, que antes pretendia travar o texto ou enviar alterações de volta à Câmara. Interlocutores da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliaram que votar contra o encerramento da escala 6×1 traria forte prejuízo eleitoral junto aos trabalhadores nas redes sociais e na reta final da disputa nas urnas.
Diante do recuo, Flávio Bolsonaro confirmou que votará a favor da medida em respeito à vontade popular, embora mantenha ressalvas quanto aos impactos econômicos. Com a mudança de tom da oposição, o PL avalia liberar a bancada, já que o projeto demonstra ter contagem de votos favoráveis suficiente para a aprovação no plenário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem a proposta como uma de suas bandeiras prioritárias, atribuiu a mudança de posicionamento do partido adversário às mobilizações populares em todo o país. A expectativa é que o desfecho da votação na Casa Legislativa ocorra ainda nesta quarta-feira.
(*)Com informações do G1


