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Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem no financiamento de filme

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme “Dark Horse”, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A inclusão do parlamentar na lista de investigados veio à tona nesta sexta-feira (11), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça derrubar o sigilo do processo a pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A apuração sobre Flávio Bolsonaro foca em repasses efetuados por Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master, para a produção do longa-metragem. Os investigadores buscam esclarecer a origem, o montante exato e o destino final das verbas, diante da suspeita de que parte dos valores transacionados não tenha sido efetivamente empregada no projeto cinematográfico. A abertura das diligências contou com o aval prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O financiamento do filme é objeto de duas investigações distintas que tramitam na Suprema Corte. Enquanto o inquérito relatado por André Mendonça foca nas transações de Vorcaro, a segunda frente, sob relatoria do ministro Flávio Dino, apura o possível direcionamento e o desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas à produtora do filme, a Go Up Entertainment.

Como desdobramento do inquérito sob sua responsabilidade, Dino autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quinta-feira (10). A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, tendo como alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, dona da produtora, além de impor medidas cautelares como a retenção de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.

Paralelamente ao STF, a Polícia Civil de São Paulo conduz um inquérito focado na Go Up Entertainment relacionado a um contrato de R$ 150 milhões com a prefeitura da capital paulista para instalação de pontos de Wi-Fi na periferia. O descumprimento do serviço e o possível desvio desses recursos públicos também são periciados pelas autoridades para verificar interligações com o financiamento do filme.

(*)Com informações da CNN Brasil

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