O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (18), durante evento de segurança pública no Rio de Janeiro, que discorda da decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo o chefe do Executivo, embora o país precise combater severamente o crime organizado, o conceito de terrorismo adotado por Donald Trump aplica-se à disputa violenta pelo poder político, citando como exemplo as tramas golpistas de 8 de janeiro.
“Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele fala da luta pela briga pelo poder. Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e matar até o Alexandre Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, acusou o petista.
A classificação dos dois grupos criminosos foi formalizada por Washington em junho deste ano e reafirmada em documento oficial emitido em setembro, no qual o governo norte-americano cobrou ações mais rígidas do Brasil sob a justificativa de que as facções representam ameaças à segurança internacional. Em resposta, Lula reafirmou o compromisso do governo federal no combate às milícias e ao tráfico, defendendo a integração entre órgãos federais, estaduais e municipais para sufocar financeiramente e logisticamente o crime organizado.
Durante a agenda no Rio, o presidente detalhou diretrizes estratégicas que incluem a retomada de territórios dominados por criminosos, o bloqueio da mobilidade de quadrilhas e o reforço no policiamento de capitais e grandes centros urbanos. O plano visa reduzir a influência das facções na rotina das comunidades e restabelecer a segurança da população nas áreas mais vulneráveis.
(*)Com informações da Carta Capital


