O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta quarta-feira (16), desfecho célere e apuração rigorosa para as denúncias que envolvem integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, o chefe do Executivo declarou que a sociedade não pode conviver com o “denuncismo diário” e cobrou postura firme do presidente da Corte, Edson Fachin, para evitar que o desgaste institucional contamine as Eleições 2026, cujo primeiro turno ocorre em 18 dias.
“A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a instância máxima de poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar a decisão da Suprema Corte”, declarou Lula.
Ao comentar a sessão extraordinária do STF interrompida por pedido de vista do ministro Flávio Dino, Lula criticou a exibição de embates verbais entre os magistrados e ressaltou que ninguém está acima da lei, embora defenda o direito à ampla defesa e à presunção de inocência. O presidente reafirmou sua confiança na atuação de Alexandre de Moraes em prol da democracia e destacou que as acusações decorrentes de desdobramentos do Caso Master precisam de esclarecimentos definitivos para preservar a credibilidade do Poder Judiciário.
“O que não dá é para a sociedade ficar assistindo esse denuncismo. Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano recebeu não sei quantos milhões, e a sociedade está ouvindo tudo isso todo santo dia.”, criticou o presidente.
As recentes revelações e o clima de tensão no tribunal reforçaram a convicção do governo sobre a necessidade de passar a discutir reformas profundas no sistema de Justiça e na política nacional. Para o presidente, a imagem do Judiciário atravessa um momento de desgaste diante da opinião pública, o que exige respostas institucionais firmes para restabelecer a estabilidade democrática e a ordem nos trabalhos do tribunal.
(*)Com informações do G1


