A gestão do prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), enfrenta uma onda de insatisfação de fornecedores e veículos de imprensa devido ao atraso no pagamento de contratos municipais. O cenário tem gerado ruídos na campanha de reeleição de seu antecessor e aliado político, David Almeida.
Na área de comunicação, os atrasos repassados às empresas de mídia já chegam a três meses, além de pendências orçamentárias relativas ao exercício anterior.
Empresários de outros setores relatam que a administração municipal congelou a liquidação de dívidas milionárias. Segundo relatos, a gestão sinalizou que a quitação desses débitos só será analisada após o pleito eleitoral, concentrando os fluxos financeiros na manutenção de serviços considerados prioritários: coleta de lixo, transporte público, obras de infraestrutura e asfaltamento.
Diante dos atrasos, empresas responsáveis por serviços como manutenção de unidades escolares e fornecimento de medicamentos ameaçam suspender o atendimento à prefeitura nas próximas semanas.
Entre interlocutores políticos, a avaliação é de que a postura do chefe do Executivo reflete uma mudança de foco voltada para o cenário eleitoral de 2028, em detrimento do impacto imediato na campanha de Almeida.
A Prefeitura não se manifesta sobre o assunto.


