O Ministério da Saúde emitiu um alerta aos estados e municípios sobre o risco de aumento dos casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, em razão dos impactos do fenômeno El Niño. O comunicado foi enviado nesta quarta-feira (22) e destaca que as mudanças climáticas podem favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com projeção do sistema InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. O cenário considera a influência do El Niño, que pode provocar temperaturas mais elevadas, aumento do volume de chuvas em algumas regiões e períodos de seca intensa em outras, fatores que estimulam o armazenamento de água e a formação de criadouros do mosquito.
Diante da previsão, o Ministério da Saúde orienta estados e municípios a reforçarem a vigilância epidemiológica, intensificarem o monitoramento de novos casos e ampliarem a adoção das estratégias de controle do vetor recomendadas pela pasta.
Em nota, o ministério ressaltou que as estimativas são baseadas em cenários climáticos e podem sofrer alterações conforme novos dados forem incorporados aos modelos de previsão. A pasta informou ainda que continuará monitorando a situação e poderá emitir novos alertas, caso necessário.
O governo federal também reforça a importância da participação da população no combate às arboviroses. A recomendação é eliminar recipientes que possam acumular água parada, principal ambiente de reprodução do Aedes aegypti, além de procurar atendimento médico ao surgirem sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele e mal-estar.



