A Samsung alcançou, nesta quarta-feira (6), o valor de mercado de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 4,9 trilhões), após forte valorização de suas ações, que subiram 14% no dia. O desempenho é impulsionado pela crescente demanda por chips de memória voltados à inteligência artificial.
Com o resultado, a empresa sul-coreana passa a integrar o grupo de gigantes asiáticas avaliadas acima de US$ 1 trilhão, ao lado da TSMC. Segundo a Bloomberg, os papéis da companhia mais que quadruplicaram ao longo do último ano.
A alta é sustentada principalmente pela expansão de data centers, que exigem grandes volumes de chips de memória de alto desempenho (HBM). A Samsung está entre as poucas empresas capazes de produzir esses componentes em escala global.
Apesar do cenário positivo, executivos demonstram preocupação com a sustentabilidade da demanda. O vice-presidente executivo Kim Jaejune alertou para o risco de escassez severa de semicondutores a partir de 2027.
A divisão de chips lidera os resultados financeiros da empresa, com lucro 48 vezes superior ao registrado anteriormente, impulsionado pelos preços elevados e pela forte procura por soluções ligadas à IA.
No campo estratégico, a Apple avalia parcerias com a Samsung e a Intel para a produção de processadores nos Estados Unidos, como alternativa à atual dependência da TSMC.
Por outro lado, divisões como a de dispositivos móveis e telas enfrentam pressão devido ao aumento no custo de componentes, reflexo do próprio avanço da inteligência artificial no setor.
A companhia também lida com tensões internas, com funcionários pressionando por maior participação nos lucros e ameaçando uma greve de até 18 dias.
Mesmo diante dos desafios, analistas mantêm projeções otimistas e estimam que as ações da Samsung ainda podem subir cerca de 22% nos próximos 12 meses.
Fonte: Tecnoblog



