Por decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) a prisão preventiva dos dezesseis policiais militares da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) envolvidos em uma chacina na zona rural de Manaus foi convertidapara liberdade provisória. Os réus, acusados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de homicídio qualificado pelo emprego de recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas, terão que usar tornozeleira eletrônica enquanto aguardam julgamento.
O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Lucas Couto Bezerra, revogou a prisão e estabeleceu medidas cautelares para os réus, incluindo proibição de acesso a locais onde possam encontrar parentes das vítimas, restrição de contato com testemunhas, proibição de ausência da comarca sem autorização, recolhimento domiciliar noturno, suspensão do exercício da função pública de Policial Militar e suspensão do direito ao porte de arma. Após mais de dez meses presos no Batalhão de Guardas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), dois dos envolvidos tiveram suas acusações retiradas por falta de provas e individualização da conduta.
Os policiais responderão pelo envolvimento nos assassinatos de Alexandre do Nascimento Melo, Valéria Luciana Pacheco da Silva, Diego Máximo Gemaque e Lilian Daiane Máximo Gemaque, ocorridos em dezembro de 2022. As vítimas foram mortas a tiros em um Onix branco no ramal Água Branca, no quilômetro 35 da AM-010.



