A Prefeitura de Manaus adiou, pela quarta vez, a entrega do Complexo Viário Rei Pelé, localizado na zona Leste da capital. A inauguração, prevista para esta segunda-feira (16), foi remarcada para o final de junho, conforme anunciou o prefeito David Almeida (Avante). Segundo ele, as “condições climáticas adversas” impossibilitaram a conclusão dos trabalhos finais da obra, orçada em R$ 82,8 milhões.
Popularmente conhecido como “viaduto da morte” em razão de acidentes registrados durante sua construção, o complexo continua sendo motivo de preocupação para motoristas e moradores das zonas Norte e Leste da cidade. A estrutura, que liga importantes vias como as avenidas Autaz Mirim, Itaúba, Camapuã e Grande Circular, já deveria ter sido entregue há mais de um ano. A obra soma mais de dois anos de execução, apesar do prazo inicial de 18 meses.
Mesmo com os atrasos, duas pistas foram liberadas recentemente: a alça lateral da avenida Camapuã, com acesso à Grande Circular, e a via que liga a avenida Itaúba à Camapuã. A liberação parcial visa amenizar os impactos no tráfego, mas os congestionamentos persistem.
A situação é agravada por acidentes ocorridos no canteiro de obras. No último dia 12, um carro, uma motocicleta e um ciclista caíram em uma cratera aberta no trecho da construção, durante uma forte chuva. Segundo testemunhas, a sinalização era precária ou inexistente. A ocorrência reacendeu críticas à segurança do local.
O caso mais grave envolveu a morte de Marcelo Augusto, de 32 anos. Seus familiares organizaram um protesto em maio com o lema “Justiça por Marcelo”, exigindo providências da prefeitura para evitar novas tragédias.
Apesar dos problemas, o complexo é visto como estratégico para o alívio do tráfego na região da antiga rotatória da Feira do Produtor, uma das mais movimentadas da cidade. No entanto, os repetidos adiamentos e a insegurança no entorno têm gerado indignação entre os condutores e moradores da capital.



