Com pesar no coração, é com imensa tristeza que trazemos a notícia do falecimento do lendário ator Francisco Cuoco, aos 91 anos, ocorrido nesta quinta‑feira, 19 de junho de 2025. A confirmação foi feita pela família, que divulgou que o artista estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, lutando contra complicações de saúde — entre elas uma infecção renal e dificuldades gerais decorrentes da idade avançada.
Nascido em 29 de novembro de 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, filho de imigrantes italianos, Cuoco dedicou-se desde cedo ao ofício artístico. Após trabalhar como feirante ao lado do pai, abandonou o sonho de cursar Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática, aos poucos se firmando como um dos grandes nomes do teatro brasileiro, até alcançar o estrelato na televisão.
Sua carreira foi marcada por papéis memoráveis em novelas que entraram para a história da teledramaturgia: Gilberto Athayde em O Cafona, Cristiano em Selva de Pedra, Carlão em Pecado Capital e Herculano Quintanilha em O Astro. Em todas as décadas entre 1960 e 1990, sua voz grave, olhar intenso e presença marcante o estamparam como o galã por excelência da Globo.
Além da atuação na TV, foi figura protagonista nos palcos — participou de importantes companhias como o Teatro Brasileiro de Comédia e o Teatro dos Sete — e deixou sua marca também no cinema. Mesmo nos últimos anos, continuou ativo: protagonizou participações em séries e, em 2025, voltou às telas na série Tributo, um doce adeus ao seu público fiel.
Cuoco deixa um legado inestimável, três filhos — Tatiana, Rodrigo e Diogo — e uma vasta descendência de netos. Suas contribuições artísticas atravessam gerações e a perda deixa um vazio imenso na cultura brasileira.
Hoje, o Brasil se despede de um verdadeiro ícone, cujo talento e carisma permanecerão eternos. Que a memória de Francisco Cuoco inspire novos artistas, e seu exemplo de vida — humilde, dedicado e apaixonado pela arte — jamais se apague.



