Israel aceitou uma nova proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza que também prevê a libertação de reféns, segundo autoridades do governo israelense. A medida, apoiada pelos Estados Unidos, foi discutida nesta terça-feira (1º) durante visita do ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, a Washington.
De acordo com uma autoridade israelense, a proposta atual oferece garantias mais sólidas por parte dos EUA de que o cessar-fogo poderá levar ao fim do conflito. A iniciativa busca reduzir as diferenças entre Israel e o Hamas, que exige compromissos internacionais claros sobre a retirada das tropas israelenses e a reconstrução de Gaza.
O plano foi entregue ao grupo palestino pelo governo do Catar, que atua como mediador. Em resposta, o Hamas informou estar “analisando o conteúdo” e realizando “consultas nacionais” antes de tomar uma decisão.
A proposta também inclui a ampliação do acesso humanitário à Faixa de Gaza por meio de canais tradicionais coordenados pela ONU, substituindo o polêmico Fundo Humanitário de Gaza, apoiado pelos EUA.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve reunir seu gabinete no sábado (5) para discutir os termos antes de sua viagem a Washington, marcada para a segunda-feira (7), onde se encontrará com o ex-presidente Donald Trump.
Enquanto isso, o Hamas reiterou que busca um acordo que garanta o fim da ofensiva militar israelense, a retirada das tropas e o envio urgente de ajuda à população civil em Gaza. O grupo ainda não confirmou se aceitará os termos do novo plano.



