O Instagram anunciou uma nova restrição para transmissões ao vivo: apenas contas públicas com pelo menos 1.000 seguidores poderão iniciar lives. A medida, confirmada nesta sexta-feira (1º) ao site TechCrunch, substitui a política anterior, que não impunha limites para o uso do recurso.
Usuários que não atenderem ao requisito receberão um aviso ao tentar iniciar uma transmissão: “Mudamos os requisitos para usar este recurso”. Até o momento, a Meta não forneceu detalhes adicionais sobre a decisão, limitando-se a informar que a mudança busca “melhorar a experiência geral de consumo das Lives”.
A restrição pode servir como um filtro para evitar transmissões de baixa qualidade, com pouco engajamento ou sem propósito definido, além de reduzir os custos operacionais da plataforma.
A medida pode impactar especialmente criadores iniciantes, que utilizavam as lives para interagir com seguidores e testar novos formatos. Por outro lado, deve dar mais visibilidade a perfis com maior audiência e transmissões mais estruturadas.
Em abril, o Instagram já havia restringido o recurso para menores de 16 anos, permitindo lives apenas sob supervisão de um responsável. A decisão fez parte de um pacote voltado à proteção de adolescentes.
Com isso, a plataforma passa a adotar um modelo semelhante ao do TikTok, que também exige 1.000 seguidores para liberar transmissões ao vivo. O YouTube, por sua vez, mantém uma exigência menor, permitindo o recurso para canais com ao menos 50 inscritos.
Além das mudanças nas lives, o Instagram vem testando novas funções inspiradas no TikTok, como a ferramenta de repost no feed, ainda em fase de testes, e a possibilidade de acelerar vídeos do Reels em até 2x, disponível globalmente desde o primeiro semestre.



