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Onda de calor na Espanha deixa mais de 1.100 mortos e intensifica incêndios

A Espanha enfrentou uma onda de calor entre 3 e 18 de agosto que deixou mais de 1.100 mortos, segundo estudo baseado no sistema MoMo, que compara a mortalidade diária com séries históricas. Apesar de não poder estabelecer relação direta, os dados indicam que o calor extremo foi um fator decisivo. Em julho, o sistema já havia registrado 1.060 mortes, aumento de mais de 50% em relação a 2024.

A alta temperatura, que se aproximou de 40°C, também provocou incêndios florestais recordes. Dados do satélite europeu Copernicus apontam que 373 mil hectares foram queimados até agora na Espanha, com focos em regiões como Castela e Leão, Galícia, Astúrias e Extremadura. As chamas levaram à evacuação de milhares de pessoas, fechamento de estradas e interrupção de linhas ferroviárias.

Alguns incêndios tiveram origem em raios, mas suspeita-se de ação humana em vários casos. Até agora, 32 pessoas foram presas e 188 investigações estão em andamento, segundo o Ministério do Interior.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou que “ainda há horas difíceis” na luta contra os incêndios e destacou o agravamento da emergência climática na Península Ibérica. A fumaça das queimadas também afetou a qualidade do ar em países vizinhos, incluindo França, Reino Unido e regiões da Escandinávia.

Nesta terça-feira (19), a queda de temperaturas e o aumento da umidade devem ajudar no combate às chamas.

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