O Google anunciou que, a partir de setembro de 2026, o Android impedirá a instalação de aplicativos criados por desenvolvedores não verificados fora da Play Store. A medida vale para apps baixados em lojas de terceiros ou via sideloading, método de instalação direta de arquivos APK.
O Brasil será um dos primeiros países a adotar a regra, ao lado de Indonésia, Singapura e Tailândia. Para o restante do mundo, a exigência passa a valer em 2027.
A partir da implementação, todos os criadores de apps precisarão comprovar sua identidade e incluir informações como nome, endereço, e-mail e telefone nos aplicativos, mesmo que distribuídos fora da Play Store. Atualmente, essa exigência já existe para a loja oficial desde 2023.
Dispositivos Android certificados — com Google Play Protect e apps do Google pré-instalados — não aceitarão aplicativos sem essa identificação. O Google também vai lançar um novo Android Developer Console para desenvolvedores que atuam apenas fora da Play Store, com contas diferenciadas para programadores amadores ou estudantes.
A verificação serve apenas para identificar o desenvolvedor, sem examinar o conteúdo do app. O Google compara o procedimento a checagens de identidade em aeroportos: a inspeção da bagagem, equivalente à análise do app, é uma etapa separada.
Segundo a empresa, a medida já se mostrou eficaz na Play Store, prevenindo a distribuição anônima de malware e fraudes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considerou a mudança “um avanço significativo para proteger usuários e estimular a responsabilização”.
Mesmo com a verificação, o Google alerta que o download de APKs diretamente do site de desenvolvedores continua arriscado, com risco de malware 50 vezes maior do que apps baixados pela Play Store.



