As tensões entre Estados Unidos e Venezuela aumentaram com o envio de navios de guerra norte-americanos ao Caribe e a mobilização de milicianos venezuelanos. Washington acusa o presidente Nicolás Maduro de liderar o Cartel de los Soles, responsável pelo tráfico de drogas internacional, enquanto Caracas denuncia ameaça militar e promete reagir a qualquer ataque.
No fim de julho, os EUA classificaram o cartel como organização terrorista internacional e aumentaram a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões. Em resposta, o presidente venezuelano rejeitou as acusações e afirmou que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”, prometendo declarar a “república em armas” em caso de agressão.
A escalada inclui o envio de quatro mil soldados, três destróieres com mísseis guiados, um submarino nuclear e aeronaves de reconhecimento pelos EUA. Segundo o Pentágono, a operação visa conter o tráfico de drogas, mas não descarta ações militares diretas. Maduro, por sua vez, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos e deslocou 15 mil militares para áreas fronteiriças.
Especialistas avaliam que uma invasão direta é improvável, citando altos custos políticos e humanitários. O mais provável seria ataques direcionados, como drones contra operações do cartel ou líderes venezuelanos. Além de Maduro, os EUA oferecem US$ 25 milhões por Diosdado Cabello e US$ 15 milhões por Vladimir Padrino, ambos acusados de envolvimento com o tráfico.
Por enquanto, a situação permanece como pressão militar e política, com Caracas em alerta defensivo e Washington mantendo demonstração de força no Caribe.



