A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) analisa um pedido de nulidade da sentença que condenou Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, além de outros três réus. Eles foram sentenciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A defesa argumenta que houve cerceamento de defesa, já que não teve acesso prévio a laudos de perícia criminal anexados pouco antes da decisão judicial, o que teria impedido a apresentação de contestações às provas.
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) reconheceu a falha processual e admitiu que a defesa foi prejudicada. Com isso, cresce a possibilidade de a sentença ser anulada. Caso isso ocorra, o processo retornará à fase anterior à condenação, para que os advogados possam se manifestar sobre os laudos antes de uma nova decisão.
Caso Djidja Cardoso
O nome da família Cardoso ganhou repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, em maio de 2024, vítima de edema cerebral. A investigação levantou suspeitas sobre o uso de cetamina e outras substâncias.
De acordo com a Polícia Civil, familiares e integrantes da seita “Pai, Mãe, Vida” estariam envolvidos na distribuição das drogas. Cleusimar e Ademar Cardoso foram presos em junho deste ano, acusados de tráfico de drogas, associação para o tráfico e estupro de vulnerável.



