24.8 C
Manaus
quarta-feira, junho 3, 2026
Publicidadespot_img
InicioAmazonasSTJ mantém prisão de investigados na morte de Djidja Cardoso

Compartilhar

STJ mantém prisão de investigados na morte de Djidja Cardoso

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou o pedido de revogação da prisão preventiva do coach Hatus Moraes Silveira e manteve as medidas cautelares de Verônica da Costa Seixas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ambos são investigados na morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso.

Embora o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) tenha anulado uma condenação por cerceamento de defesa, os desembargadores não avaliaram os fundamentos da prisão preventiva. Agora, cabe ao juiz de primeira instância decidir sobre a manutenção das prisões e restrições.

A defesa da mãe e do irmão de Djidja, Cleusimar e Ademar Cardoso, havia obtido anteriormente a nulidade processual em primeira instância e planeja recorrer com Habeas Corpus no STJ. Os advogados argumentam que os laudos das substâncias, anexados tardiamente, mostram quantidade mínima de cetamina, reforçando que os réus seriam usuários e não traficantes.

Segundo a Polícia Civil, a família Cardoso fundou uma seita que induzia funcionários de salões de beleza ao uso de cetamina e Potenay, com apoio de colaboradores e do ex-namorado de Djidja, Bruno Rodrigues. Hatus Silveira é apontado como intermediário com os fornecedores das drogas.

As investigações indicam que Djidja sofreu torturas praticadas pela própria mãe, Cleusimar, que teriam levado à morte da jovem em 28 de maio, por depressão cardiorrespiratória.

Os indiciados respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, tortura com resultado morte, homicídio, cárcere privado, aborto sem consentimento, estupro de vulnerável, exercício ilegal da medicina e outros crimes. A apuração faz parte da Operação Mandrágora, que revelou a atuação da seita na distribuição e uso de cetamina.

COLUNISTAS

Siga-nos

LEIA TAMBÉM

Clima esquenta na PM depois que a família do Coronel Menezes passou a mandar na corporação

Circula em grupos de policiais no WhatsApp um texto...

Comerciante que se achava dono da rua teve telhado demolido e material apreendido pela prefeitura

Um telhado construído em cima de uma rua para...