Israel libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos nesta segunda-feira (13), em cumprimento à primeira fase do acordo de cessar-fogo firmado com o grupo Hamas. A medida ocorre após a devolução de 20 reféns israelenses que estavam em poder do grupo desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023.
De acordo com a emissora Al Jazeera, dezenas de ônibus transportaram os ex-detentos até a cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Um posto médico foi montado no local para realizar exames e oferecer atendimento antes que os palestinos retornem às suas famílias. Muitos dos libertados estavam presos há anos em penitenciárias israelenses.
O chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, informou que Israel autorizou o envio de suprimentos emergenciais para Gaza. Agências humanitárias que atuam na região pedem garantias para prestar assistência sem interrupções militares.
A libertação faz parte da quinta etapa do acordo em Gaza, que prevê a soltura de até 250 presos condenados à prisão perpétua, além de 1,7 mil cidadãos de Gaza detidos após os ataques de 7 de outubro. Segundo o texto do acordo, para cada refém israelense falecido cujos restos mortais forem entregues, Israel se compromete a liberar os corpos de 15 palestinos mortos.
O cessar-fogo foi acompanhado por líderes internacionais, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está na região para observar as assinaturas do pacto de paz.
O Ministério da Saúde de Gaza divulgou que, até o momento, 67.869 palestinos foram mortos e 170.105 ficaram feridos desde o início da guerra. Nas últimas 24 horas, 63 corpos — 60 deles retirados dos escombros — e 39 feridos foram encaminhados a hospitais locais.
Com a trégua, a expectativa é de que aumente o fluxo de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, onde milhares de pessoas enfrentam escassez de alimentos, água e suprimentos básicos após meses de bombardeios.



