Por Vinícius Andrade – Primeiramente, quero deixar claro que tudo o que está escrito aqui se refere apenas ao conteúdo da série — à forma como ela retrata e desenvolve seu monstro. Não quero ninguém me cancelando, por favor. 😅✋🏽
Vamos falar primeiramente sobre o que funcionou na série em questão. Depois, a gente se aprofunda mais no que me desagradou.
Bom, tivemos duas temporadas de “Monstro” antes dessa, cada uma retratando um caso extremamente chocante.
A primeira começou com Jeffrey Dahmer, o canibal de Milwaukee, e, pra mim, foi a mais pesada, chocante e revoltante de todas.
Já a segunda manteve o mesmo nível de intensidade, ao retratar a história dos irmãos Menendez — outra temporada extremamente chocante e brutal, em que cada episódio é um verdadeiro soco no estômago.
Agora temos aqui o cara que foi o primeiro serial killer notório da história dos EUA: Ed Gein!
Ele foi a inspiração para “O Massacre da Serra Elétrica”, “O Silêncio dos Inocentes” e o clássico “Psicose”.
Ed Gein é interpretado por Charlie Hunnam, que se entrega de corpo e alma ao papel.
Sinceramente, eu não conseguiria terminar a série se a atuação dele não fosse tão boa.
A voz que ele criou para o Ed Gein, por se assemelhar tanto à voz original, é surreal — algo de dar calafrios.
Se não fosse o Charlie Hunnam, acredito que a série teria se perdido — e muito.
Porque, olha… tem uns negócios aqui que, meu Deus, dá vontade de largar a série.
Acho que os últimos episódios, que focam muito mais no Ed Gein e em sua esquizofrenia, são os melhores da série.
Eles mostram como a mente dele era sua pior inimiga, e como anos de abuso, tanto do pai quanto da mãe, o destruíram a ponto de deixá-lo daquele jeito.
É claro que não há desculpas para as coisas que ele fez — porém, a série apresenta um monstro diferente de Jeffrey Dahmer.
Jeffrey Dahmer era sádico, manipulador, nojento, asqueroso e tinha total consciência de tudo o que fazia e dizia.
Já Ed Gein era um homem perturbado, solitário e com uma necessidade absurda de aprovação — aprovação essa que ele buscava, principalmente, do maior amor da sua vida: sua mãe.
Quando digo que a série é fraca, é em relação às cenas, claro.
Elas são brutais, o Ed fazia coisas macabras, e, na cabeça dele, tudo parecia extremamente normal.
Porém, a série do Jeffrey Dahmer é mais crua, mais sórdida em vários aspectos.
Mesmo assim, não considero isso um ponto negativo, até porque é difícil assistir às temporadas anteriores, cara.
Sério mesmo — tem episódios que te deixam mal. E confesso que, aqui, não é nesse nível absurdo.
Quando digo “fraca”, quero dizer em relação ao uso abusivo da liberdade artística que fizeram aqui.
Gente, sério… precisava mesmo ficar migrando a história do Ed em paralelo aos filmes que ele inspirou?
Ah, vai pra poxa — negócio chato demais! 😩
Meu Deus, dois episódios com o Alfred Hitchcock aparecendo e cenas dos filmes dele… eu já estava ficando louco!
Graças a Deus, aos poucos, isso vai diminuindo, mas, caramba… chato demais.
Fazendo isso, parece até que a história do Ed não tinha conteúdo suficiente pra oito episódios, e sim pra cinco.
Só a partir do quarto episódio é que a série finalmente engrena — que ela realmente mostra a que veio.
Não estou dizendo que os episódios antes do quinto não prestam — eles são ótimos quando retratam a história do Ed Gein.
Mas, quando a série muda bruscamente para cenas dos filmes, fica broxante.
Sinceramente, eu achei um porre.
Dito isso, gostei da série.
A atuação do Charlie Hunnam é surreal — ele salva a série e é quem faz o seu tempo ser bem gasto.
Claro que há cenas chocantes, e tem muita coisa boa aqui, mas não entrarei em detalhes para não estragar a experiência de quem vai assistir.
Quer um conselho? Pule as cenas do Alfred Hitchcock e dos bastidores do outro filme, caso se incomode — eu pulei e melhorou bastante.
Série: Monstro: A história de Ed Gein
Data de Lançamento: 03/10/2025
Streaming: Netflix
Elenco: Charlie Hunnam, Addison Rae, Laurie Metcalf, Suzanna Son, Joey Pollari, Tom Hollander, Tyler Jacob Moore, Olivia Williams, Vicky Krieps, Robin Weigert, Lesley Manville, Charlie Hall.
N° de episódios: 08
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* O autor é estudante, crítico de cinema e fã de filmes e séries



