Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 71,1% dos trabalhadores por aplicativos estavam na informalidade em 2024, percentual superior aos 43,8% registrados entre os trabalhadores tradicionais. A informalidade considera a falta de registro em carteira de trabalho ou CNPJ.
No ano passado, o Brasil contava com 1,7 milhão de trabalhadores em plataformas digitais, crescimento de 25% em relação a 2022. Apesar do rendimento médio mensal dos plataformizados ser de R$ 2.996, ligeiramente maior que os R$ 2.875 dos não plataformizados, o ganho por hora é menor devido à jornada mais longa: 44,8 horas por semana, contra 39,3 horas.
O estudo também aponta alta dependência das plataformas. Entre motoristas, 91,2% dependem do valor recebido e 76,7% do número de clientes; entre entregadores, 70,4% seguem prazos e 76,8% recebem pagamentos definidos pelos aplicativos. Mais da metade relata que a jornada é influenciada por bônus, promoções ou risco de bloqueio.
Regionalmente, o Sudeste concentra a maioria dos trabalhadores por aplicativos (53,7%), enquanto o Nordeste lidera em transporte de passageiros (69,4%). No Norte, apenas 8,3% atuam em serviços gerais ou profissionais via plataformas. Entre os trabalhadores, 86,1% são autônomos e 6,1% empregadores, com destaque para transporte, armazenagem e correios (72,5%).



