A China intensifica investimentos em inteligência artificial (IA) para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos no setor militar, segundo análises da Reuters e do New York Times.
Em fevereiro, a estatal Norinco apresentou o veículo militar P60, capaz de operar de forma autônoma a até 50 km/h, com tecnologia da empresa DeepSeek. O lançamento foi usado pelo Partido Comunista como exemplo do avanço do país na corrida armamentista.
Levantamentos indicam que Pequim busca reconhecimento autônomo de alvos e apoio à tomada de decisão em tempo real. O Exército de Libertação Popular (ELP) utiliza chips da Nvidia e processadores chineses, como os da Huawei, reforçando a chamada “soberania algorítmica”.
IA aplicada a operações e planejamento
Sistemas desenvolvidos por institutos chineses analisam imagens de satélite e drones, identificam alvos e coordenam operações com radares e aeronaves. Estudos apontam que tecnologias como a DeepSeek podem avaliar milhares de cenários de batalha em segundos. Testes incluem cães-robôs para reconhecimento e enxames de drones autônomos.
Propaganda e influência digital
A China também utiliza IA em operações de informação. Empresas como a GoLaxy monitoram redes sociais chinesas e internacionais, influenciam debates e produzem propaganda alinhada ao governo. As ações teriam foco em Hong Kong, Taiwan, China continental e até políticos e influenciadores nos EUA.
Especialistas alertam que os avanços chineses em IA, tanto militar quanto de informação, podem mudar a dinâmica de poder global, permitindo operações mais rápidas, precisas e em maior escala.



