Pesquisadores do Imperial College London estão desenvolvendo um teste respiratório capaz de identificar o câncer de pâncreas em estágios iniciais. A tecnologia, chamada Vapor, funciona como um bafômetro e detecta substâncias químicas no ar expirado associadas à doença.
Financiado pela Pancreatic Cancer UK, o estudo busca diferenciar o câncer pancreático de outras condições, como diabetes e pancreatite crônica. Segundo o cirurgião Bilal Al-Sarireh, o exame é simples e não invasivo:
“Basta soprar em um saco. Seria uma forma acessível de salvar vidas”, afirmou.
Mais de 700 voluntários participam dos testes, incluindo pacientes com e sem câncer. Se os resultados forem positivos, o exame poderá ser usado em consultas de rotina como ferramenta de triagem.
Para Nicola Williams, da Health and Care Research Wales, o dispositivo pode transformar o diagnóstico da doença:
“Este ensaio clínico inovador pode mudar a forma como o câncer de pâncreas é descoberto”, disse.
O câncer de pâncreas é um dos mais letais e, geralmente, é diagnosticado tardiamente. Entre os sintomas mais comuns estão dor abdominal, icterícia e perda de peso. Evitar tabagismo, álcool e obesidade ajuda a reduzir o risco.



