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Stranger Things: Um Grande Final Que Ainda Não Chegou

Por Vinícius Andrade – Stranger Things chegou há 9 anos e, na data de 26/11/2025, iniciamos aquilo que chamamos de reta final. O tão aguardado desfecho — aquilo que irá fechar o portal para o Mundo Invertido. Foram lançados um total de 4 episódios e teremos mais 4 para encerrar a história: 3 deles no dia 25 (isso mesmo, Natal ☃️) e o grande final no dia 31/12/2025 (Ano Novo 🆕).

Estamos preparados para o fim?

Vamos iniciar logo a crítica sobre a última temporada dessa série que chegou e se tornou o maior fenômeno da Netflix. Com spoilers, então cuidado!

Primeiramente, gostaria de deixar claro que esses quatro primeiros episódios não são ruins. Eles apenas estão, na minha opinião, muito abaixo do início do quarto ano da série. É nítido que a Netflix deseja esticar ao máximo o grande final da série — e isso eu considero prejudicial. Eles prometem, prometem e, no fim, fica para o dia 25 a descoberta do que realmente vai culminar naquilo que o episódio 4 deixou em aberto.

Vamos analisar por tópicos aquilo que eu acho que está funcionando, o que ainda falta lapidar e o que realmente precisa melhorar.

          A falta de consequências reais

Stranger Things é uma série que promete, promete nos trailers… e quando chega lá, não entrega uma surpresa ou uma consequência real. Na minha visão, parece que todo mundo está salvo ali; não existe nada que realmente possa machucar os personagens. Aí você pode virar para mim e dizer: “Mas Stranger Things já matou vários personagens queridos!” E sim, matou — mas são sempre personagens coadjuvantes, onde a temporada prepara todo um terreno para eliminá-los no momento propício.

Foi assim com o namorado da Joyce lá na segunda temporada, foi assim com o Billy, com o russo, e agora fica esse suspense que nunca chega a lugar nenhum. E sim, a temporada ainda não terminou, porém até aqui falta melhorar o sentimento de que realmente vai dar merda para alguém.

Só para reforçar o que eu digo: Stranger Things teve a chance de realmente matar uma protagonista — a Max — na temporada anterior. Eu realmente achei que ela tinha morrido e que não teria volta. Porém, a falta de coragem tira o peso daquele final maravilhoso da temporada anterior.

            Will finalmente ganhando o protagonismo que merece.

Vamos falar sério: eu considero o Will um personagem muito melhor que a Eleven, e o Noah Schnapp é muito mais ator que a Millie Bobby Brown. Desculpa, gente, mas é a verdade. O que esse garoto vem atuando nessa temporada… nossa. Aliás, bem antes disso já vinha entregando muito.

O verdadeiro protagonista é ele — sempre foi e sempre será. Não estou aqui desmerecendo a jornada da Eleven, mas é preciso dizer: se foi o Will quem iniciou a jornada que estamos acompanhando, sendo capturado e desencadeando tudo o que estamos presenciando, é claro que será ele quem vai fechar essa história.

                 A sexualidade do Will

Eu gostei muito de como essa temporada vem abordando a sexualidade do Will e dando um foco real naquilo que sempre ficava como subtrama. Agora eles realmente dão atenção ao assunto, e a Robin é parte central nisso. Os diálogos entre os dois são o ponto-chave da temporada. Os dois atores realmente entregam muito e ganham um grande destaque.

É algo que vem sendo construído há muito tempo na série, e agora que estamos na reta final, é a hora de deixar o Will brilhar.

        A relação entre Hopper e Eleven

Bom, no início da matéria eu falei sobre a falta de consequências que a série vem tendo e, claro, uma hora elas vão acontecer. Tenho certeza de que um desses dois estará no plano central das perdas que teremos na série. Antes disso acontecer, gostaria de enfatizar que o núcleo da Eleven e do Hopper é outro ponto alto. A relação dos dois funciona muito bem; eles têm uma ótima química de pai e filha. Realmente é algo que a série conseguiu vender e melhorar a cada temporada.

Pena que o arco deles no Mundo Invertido é algo que eu realmente não consegui entender. Foram quatro episódios de um “anda, anda, chega na base e… nada”. E ainda largaram nossa eterna Linda Hamilton, a icônica Sarah Connor de O Exterminador do Futuro, para interpretar uma possível vilã que não convence. Sinceramente, ainda não sei a que esse núcleo veio.

            O plano do Vecna com as crianças.

Assim, eu não acho que isso seja um ponto negativo da série, realmente não acho. Porém, é inegável que esses quatro episódios só esticaram algo que já poderia ter sido explicado, né? Outra coisa…

É sério que realmente gostaram desse moleque na série? Gente… totalmente descartável.
“Ah, mas ele é um dos garotos que o Vecna quer e tal.” Sim, ele é — mas pra quê dar foco num garoto insuportável desses? Não estou jogando hate no ator, jamais, mas o personagem é um porre.

E é isso que realmente me faz pensar no sentimento de perigo que falta na série. O segundo episódio termina com o Demogorgon indo exterminar geral na fazenda, e quando corta para o próximo episódio vira quase uma piada: garoto gritando, situação tratada como alívio cômico… e isso faz parecer que Stranger Things quer fazer a gente rir, não sentir o perigo real daquilo. Sem falar que tudo é resolvido num estalar de dedos.

Bem diferente da série da concorrência, onde o palhaço anda passando cerol até em mendigo de rua… 🤐

        A batalha que prepara terreno para dia 25

Aqui foi onde eu realmente senti o arrepio na espinha que a série ainda não tinha me proporcionado nos três primeiros episódios. E vou falar os fatos: que batalha bem feita e bem dirigida. A Netflix provando que série de sucesso para streaming merece, sim, um orçamento de cinema!

Tudo aqui é muito bem executado: CGI de qualidade, escala impressionante e o visual do Vecna passou por uma mudança drástica — e pra melhor.

Melhoraram tudo! Textura, visual — e o bichão continua tão ameaçador quanto antes. Embora ele tenha sido deixado de lado na maior parte dos episódios anteriores, ficando só na menção, isso é até justificável, já que claramente todo o orçamento veio pra cá neste episódio. E valeu a pena.

Stranger Things retorna no Natal, dia 25, e promete muito. Eu espero conseguir me empolgar ainda mais com essa temporada final. Afinal, foi uma das séries que me fizeram assinar a Netflix. Stranger Things é o fenômeno que transformou a plataforma no que ela é hoje e merece todo o reconhecimento e todos os prêmios que conquistar.

Ansioso pelo que ainda virá.

Série: Stranger Things 5 – Parte 1

Streaming : Netflix

Número de episódios : 04

Elenco :  Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Sadie Sink, Gaten Matarazzo, Joe Keery, David Harbour, Natalia Dyer, Winona Ryder, Charlie Heaton, Maya Hawke, Jamie Campbell Bower

O autor é estudante, crítico de cinema e fã de filmes e séries

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.

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