Um atentado terrorista deixou 16 mortos e ao menos 42 feridos na noite de domingo (14/12) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. O ataque ocorreu durante a celebração da Hanucá, festa judaica das luzes, quando dois homens armados abriram fogo contra uma multidão por cerca de dez minutos.
De acordo com a polícia de Nova Gales do Sul, os autores do ataque são pai e filho, identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24. Sajid foi morto durante a ação policial, enquanto Naveed foi baleado e permanece internado em estado crítico. Segundo as autoridades, os dois utilizaram armas de longo alcance, todas legalmente registradas em nome do pai.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como um “ato puramente antissemita e terrorista” e anunciou a convocação de uma reunião com líderes estaduais e territoriais para discutir o endurecimento da legislação sobre armas de fogo. Albanese esteve no local do ataque, onde prestou homenagem às vítimas.
Investigações preliminares indicam que os atiradores tinham ligações com o extremismo islâmico. A polícia informou que Naveed Akram era suspeito de manter contato com integrantes do Estado Islâmico (EI) e que bandeiras do grupo jihadista foram encontradas no veículo usado pelos agressores.
Entre as vítimas estão pessoas com idades entre 10 e 87 anos. Uma criança de dez anos morreu no hospital. Também foi confirmada a morte do engenheiro francês Dan Elkayam, de 27 anos, que vivia na Austrália havia cerca de um ano. Organizações judaicas locais informaram ainda que um rabino de 41 anos e um sobrevivente do Holocausto estão entre os mortos.
Quarenta e duas pessoas seguem hospitalizadas, cinco em estado crítico. Dois policiais ficaram feridos durante a troca de tiros com os suspeitos.
A França abriu investigação por assassinato e tentativa de assassinato em conexão com organização terrorista, após a confirmação da morte de um cidadão francês. Líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenaram o ataque e manifestaram solidariedade às vítimas e à comunidade judaica.
O atentado é considerado o mais grave episódio terrorista na Austrália desde 1996 e reacendeu o debate sobre segurança, extremismo e violência antissemita no país.



