A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou nesta terça-feira (6) sete dias de luto nacional em homenagem às vítimas da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último fim de semana. A ação resultou na captura do líder chavista Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e deixou dezenas de mortos, segundo autoridades venezuelanas.
Em pronunciamento, Delcy classificou os mortos como “defensores da pátria” e afirmou que o luto oficial busca reconhecer o sacrifício de agentes de segurança e civis que perderam a vida durante os confrontos. Ela reiterou que a paz é um direito fundamental do povo venezuelano e afirmou que “aqui governa o povo”, ao defender a legitimidade de sua gestão interina após a captura de Maduro.
A presidenta interina também criticou o que chamou de “assédio e agressão externa” e pediu o fim das ações consideradas hostis contra o país. Segundo ela, a Venezuela deve manter o compromisso com a paz, a soberania e a autodeterminação, mesmo diante de pressões internacionais.
Mais cedo, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou a designação de três procuradores para investigar as mortes decorrentes da operação militar. Em nota, o Ministério Público classificou a ação como “crime de guerra” e afirmou que apura as circunstâncias das mortes de civis e militares.
A crise venezuelana se intensificou após a operação dos EUA e tem gerado reações na comunidade internacional, incluindo críticas e pedidos de investigação sobre os desdobramentos do episódio.



