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Enamed reprova medicina da Fametro e coloca gestão Maria do Carmo sob pressão

A reprovação do curso de medicina do Centro Universitário Fametro no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com conceito 1, o pior da avaliação do Ministério da Educação (MEC), ultrapassou o campo acadêmico e passou a gerar desgaste político direto à gestão da instituição, comandada pela reitora e mantenedora Maria do Carmo Seffair.

O resultado coloca a Fametro entre os 107 cursos de medicina reprovados no país, em um universo de 351 instituições avaliadas.

Para cursos que obtêm conceito 1, o MEC prevê sanções severas, como a redução de vagas a partir do primeiro semestre de 2026 e, em casos extremos, a suspensão de novos processos seletivos.

À frente da Fametro há décadas, Maria do Carmo Seffair construiu uma trajetória marcada pela expansão massiva do ensino superior privado no Amazonas, especialmente na área da saúde. Nos últimos anos, no entanto, a gestora também passou a ocupar espaço no debate político estadual, tornando-se figura conhecida fora do ambiente acadêmico e associando a imagem da instituição a pautas públicas e eleitorais.

Nesse contexto, a reprovação no Enamed ganha peso político. O resultado fragiliza o discurso de excelência frequentemente associado à gestão da Fametro e reforça críticas sobre a distância entre crescimento institucional e qualidade efetiva da formação médica.

O desempenho negativo também reacende questionamentos sobre a responsabilidade da gestão diante de um curso considerado estratégico para o Amazonas, estado que enfrenta déficit histórico de médicos no interior e depende de profissionais bem formados para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos bastidores, o resultado do Enamed é visto como um revés significativo para a imagem pública de Maria do Carmo Seffair, especialmente por ocorrer em um momento em que educação, saúde e regulação do ensino privado estão no centro do debate político nacional.

Em nota geral, o MEC informou que os dados do Enamed servirão de base para ações de fiscalização, reestruturação e eventual intervenção nos cursos com desempenho insatisfatório. Até a última atualização desta reportagem, a gestão da Fametro, sob comando de Maria do Carmo Seffair, não havia se manifestado publicamente sobre a reprovação nem anunciado medidas concretas para reverter o cenário apontado pela avaliação federal.

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