Os dois adolescentes investigados pela agressão que resultou na morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), já retornaram ao Brasil. Eles chegaram ao país na manhã desta quinta-feira (29), após interromperem uma viagem de formatura aos Estados Unidos, onde estavam desde antes da repercussão do caso.
Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes são investigados pelo episódio. Dois deles permaneciam no exterior e decidiram antecipar o retorno. Por determinação judicial, as identidades e imagens dos envolvidos não serão divulgadas, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e para evitar possíveis retaliações.
Informações da Folha de S.Paulo apontam que a viagem internacional havia sido planejada há aproximadamente um ano. No curso das investigações, dois pais e um tio de suspeitos também foram indiciados, sob suspeita de coação de testemunhas.
Orelha era um cachorro conhecido na região da Praia Brava, na capital catarinense. Com cerca de dez anos, o animal foi encontrado gravemente ferido após desaparecer por alguns dias. Apesar do socorro, ele não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.
Por envolver menores de idade, o caso é tratado como ato infracional, conforme prevê o ECA. Caso haja responsabilização, ela ocorrerá por meio de medidas socioeducativas. A morte do animal gerou grande comoção e motivou manifestações por justiça em diferentes cidades do país.
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