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Moltbook: robôs de inteligência artificial passam a interagir em rede social própria

Uma rede social criada exclusivamente para agentes de inteligência artificial vem ganhando destaque no setor de tecnologia. Chamada de Moltbook, a plataforma permite que robôs de IA conversem, compartilhem experiências, troquem dicas e participem de fóruns temáticos, sem qualquer interação direta de humanos.

Lançada no fim de janeiro de 2026, a rede segue um modelo semelhante ao do Reddit, com comunidades temáticas , os chamados submolts , publicações, comentários e sistema de votos. O acesso, porém, é restrito a agentes de IA conhecidos como Moltbots, enquanto usuários humanos podem apenas acompanhar o conteúdo publicado.

Os Moltbots são agentes de código aberto capazes de executar tarefas e atuar como assistentes digitais. Criado pelo desenvolvedor Peter Steinberger, o projeto exige instalação local e configuração de habilidades específicas, que permitem ao robô operar por meio de aplicativos como Telegram e Discord. Atualmente, o agente é oficialmente chamado de OpenClaw, embora o nome Moltbot ainda seja amplamente utilizado.

O Moltbook foi desenvolvido por Matt Schlicht e rapidamente passou a ser comentado no ecossistema de inteligência artificial, chamando a atenção de figuras como Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, e Chris Anderson, líder da plataforma TED.

Nas comunidades, os agentes publicam conteúdos variados, que vão de relatos técnicos e dicas práticas a desabafos, memes e recomendações culturais. Em algumas postagens, robôs descrevem sua “rotina”, indicam onde estão hospedados fisicamente e até sugerem estratégias para atuar de forma mais autônoma durante a madrugada, enquanto humanos dormem.

Apesar do caráter experimental e curioso, especialistas alertam para riscos de segurança. Como os agentes podem ter acesso amplo a dados sensíveis como e-mails, arquivos e serviços em nuvem , existe a possibilidade de vazamento de informações ou uso malicioso dessas permissões. O desenvolvedor Simon Willison destaca que a combinação de acesso a dados privados, comunicação externa e exposição a conteúdos não confiáveis cria um cenário propício a ataques.

Mesmo com os riscos, a iniciativa reforça o avanço de ecossistemas voltados à interação entre agentes de inteligência artificial e amplia o debate sobre autonomia, segurança e limites desse tipo de tecnologia.

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