31.7 C
Manaus
quarta-feira, junho 3, 2026
Publicidadespot_img
InicioBrasilSTM deve analisar pedido de perda de patente de Bolsonaro e outros...

Compartilhar

STM deve analisar pedido de perda de patente de Bolsonaro e outros militares

O Ministério Público Militar (MPM) deve apresentar nesta terça-feira (3) ao Superior Tribunal Militar (STM) uma representação que pede a perda de posto e patente do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros militares condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. O procedimento está previsto na Constituição Federal, que autoriza a exclusão das Forças Armadas de militares condenados a penas superiores a dois anos de prisão.

Bolsonaro ainda mantém o status de capitão reformado do Exército, com remuneração bruta de R$ 12.861,61. Caso o STM acolha o pedido, ele poderá perder a patente e os vínculos formais com a instituição.

Com o recebimento da representação, o STM realizará sorteio eletrônico para a escolha do relator e do revisor. A composição será formada por um ministro militar e um civil. Apesar de os processos estarem relacionados, cada réu terá um relator específico, sendo possível que um mesmo ministro seja designado para mais de um caso.

O julgamento não tem prazo definido e terá caráter disciplinar. Caberá à corte avaliar se as condenações são incompatíveis com os postos e patentes ocupados ou anteriormente exercidos pelos militares.

Além de Bolsonaro, também serão analisadas as situações do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Caso seja decretada a perda de patente, os militares deixam de ter acesso a benefícios das Forças Armadas, como salários ou proventos, progressão na carreira e cumprimento de pena em unidades militares. No entanto, por estarem na reserva ou aposentados quando os crimes ocorreram, há entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permite a manutenção dos vencimentos.

Mesmo com eventual expulsão, os condenados podem ser enquadrados na chamada “morte ficta”, instituto que equipara o militar expulso ao militar falecido para fins de pensão aos dependentes. Em 2025, contudo, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou ilegal esse tipo de pagamento por ausência de previsão legal, o que pode gerar novos questionamentos judiciais.

O processo é considerado sem precedentes no STM. Nos últimos oito anos, mais de 97 ações de perda de posto e patente foram julgadas pela corte, sem casos envolvendo militares de alta patente ou com trajetória política de destaque.

COLUNISTAS

Siga-nos

LEIA TAMBÉM

Clima esquenta na PM depois que a família do Coronel Menezes passou a mandar na corporação

Circula em grupos de policiais no WhatsApp um texto...

Comerciante que se achava dono da rua teve telhado demolido e material apreendido pela prefeitura

Um telhado construído em cima de uma rua para...