A Corte de Apelação de Roma decidiu nesta terça-feira (10) manter os magistrados responsáveis pela análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A defesa solicitava a troca do colegiado sob a alegação de suposta parcialidade, argumento que foi rejeitado pelo tribunal.
Com a negativa, a Justiça italiana deve avançar para o julgamento do mérito da extradição, previsto para esta quarta-feira (11).
Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025. A detenção foi autorizada pela própria Corte de Apelação, que apontou risco concreto de fuga. A medida ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinar a inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.
No Brasil, Zambelli foi condenada em dois processos com trânsito em julgado. Em um deles, recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão por participação intelectual na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No outro, foi sentenciada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Após a condenação no caso do CNJ, a ex-deputada deixou o país e se estabeleceu na Itália. O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição, que segue sob análise das autoridades italianas.
Em dezembro de 2025, o STF anulou a decisão da Câmara dos Deputados que havia barrado a cassação do mandato de Zambelli. Antes da conclusão do processo, ela renunciou ao cargo.



