A Polícia Federal enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um relatório com indícios de tratativas sobre pagamentos à empresa Maridt, que, segundo a corporação, teria o ministro Dias Toffoli como sócio oculto. As informações foram extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
De acordo com a PF, mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado, Fabiano Zettel, tratam de repasses financeiros à empresa. O material apreendido inclui ainda áudios, imagens, registros de aplicativos e conversas com autoridades. Entre os arquivos analisados, há documentos que mencionariam Toffoli e outros integrantes do STF.
O conteúdo foi encaminhado à Corte na segunda-feira (9). Após receber o relatório, Fachin determinou que Toffoli se manifeste sobre os fatos apresentados.
A Polícia Federal pediu o afastamento do ministro da relatoria dos processos relacionados ao caso Banco Master, sob o argumento de possível suspeição — instrumento jurídico utilizado para questionar a imparcialidade de um magistrado.
Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido se baseia em “ilações” e sustentou que a PF não tem legitimidade para requerer a suspeição, por não ser parte no processo, conforme estabelece o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro informou que apresentará resposta formal ao presidente do STF.
A decisão sobre a permanência ou não de Toffoli na condução do caso caberá a Edson Fachin.



