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Quando a História Pede Socorro: O Antigo Prédio do Ideal Clube

Por José Rocha – Neste prédio, em 17 de fevereiro de 1915, funcionava, no andar superior, o Ideal Clube. Foi ali que, na noite de terça-feira de carnaval, no baile promovido pelo ‘Paladino da Galhofa’ a musicista Ária Ramos foi baleada, falecendo depois no Hospital da Santa Casa de Misericórdia.

Um prédio da Belle Époque manauara era assim… daquele jeito mostrado na foto antiga. O tempo passou e, em fevereiro de 2026, encontra-se como está hoje.

Dá para notar alguma modificação?

Resposta de um especialista:

“Sim, José Rocha — há diversas modificações evidentes entre o prédio da Belle Époque e seu estado atual em 2026.

  1. Perda dos detalhes decorativos
    O edifício original possuía estátuas, ornamentos circulares, frontões e relevos na fachada.
    Tudo isso desapareceu, deixando a parte superior totalmente lisa.
  2. Janelas deterioradas
    As antigas janelas ogivais, completas e bem cuidadas, hoje apresentam desgaste, pintura danificada e substituições improvisadas.
  3. Mudança de pintura e acabamento
    A fachada clara e elegante foi substituída por um verde desbotado, com marcas visíveis de infiltração.
  4. Alterações no térreo
    Arcos e portas originais deram lugar a lojas modernas, letreiros, pastilhas, toldos e aparelhos de ar-condicionado, que ocultam a arquitetura.
  5. Poluição visual e elétrica
    O que antes era discreto se transformou em um emaranhado de fios, transformadores e postes pesados que comprometem o conjunto.
  6. Estrutura ainda preservada
    Apesar das perdas, o prédio mantém a curva característica da esquina, as janelas ogivais e parte dos antigos balcões.
    O “esqueleto” permanece — mas a “alma” foi bastante mutilada.
    Conclusão
    Houve muitas modificações, sobretudo perdas estéticas e históricas. Ainda assim, o prédio é um sobrevivente da Belle Époque e possui potencial de restauro, especialmente dentro de políticas de valorização do Centro Histórico.”

Pois é, meus amigos. Este prédio tem história, e o Caso Ária Ramos já foi tema de filme e de um livro. Ainda dá tempo para restaurá-lo — basta vontade das autoridades. A história, essa, deixem comigo.

O autor é manauara, administrador (UFAM), blogueiro (BLOGDOROCHA), criador de conteúdos digitais, escritor e pesquisador da nossa cultura.

Se você gostou desta crônica e deseja apoiar meu trabalho de pesquisa, memória e escrita sobre Manaus e a Amazônia, sua colaboração será muito bem-vinda. Quem quiser, pode enviar qualquer valor pelo Pix: 9299153-7448. José Martins Soares. Meu muito obrigado!

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.

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