O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em função pública. A informação foi divulgada pela BBC, que aponta investigação relacionada ao suposto compartilhamento de documentos confidenciais do governo britânico com o financista Jeffrey Epstein.
De acordo com a emissora, Andrew Mountbatten-Windsor permanece sob custódia policial. Em comunicado publicado na rede social X, a Thames Valley Police confirmou a abertura de inquérito para apurar possível crime de má conduta em cargo público.
Segundo a corporação, “um homem na casa dos 60 anos, residente em Norfolk, foi preso e permanece sob custódia”. A polícia afirmou ainda que, seguindo diretrizes nacionais, não divulgará oficialmente o nome do detido.
As investigações têm como base arquivos divulgados recentemente por autoridades dos Estados Unidos, incluindo e-mails que indicariam o envio de relatórios governamentais sobre países como Vietnã e Singapura a Epstein, em 2010. À época, Andrew exercia a função de enviado comercial do governo britânico.
O cargo impõe regras rígidas de confidencialidade, proibindo o compartilhamento de documentos oficiais ou informações estratégicas.
Andrew já vinha enfrentando desgaste público devido à sua antiga relação com Epstein, condenado por crimes sexuais. O escândalo resultou na perda de títulos militares e patronatos reais, além de seu afastamento das funções oficiais da monarquia. O ex-príncipe sempre negou irregularidades e declarou lamentar a amizade com o financista, mas não comentou as novas acusações.
O caso também ampliou a pressão sobre o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. A crise ganhou força após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.
Segundo a imprensa britânica, Mandelson também é investigado por suposto compartilhamento de documentos confidenciais com Epstein durante períodos em que ocupava cargos públicos.
Em meio às repercussões, o chefe de comunicações de Downing Street, Tim Allan, pediu demissão. A saída ocorreu um dia após a renúncia do assessor Morgan McSweeney, intensificando o cenário de instabilidade política.
As investigações seguem em andamento, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades britânicas nos próximos dias.



