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Leilão deve levar internet de qualidade a mais de 86 mil pessoas no AM; saiba mais

Mais de 86 mil moradores de 61 localidades em 32 municípios do Amazonas devem ser beneficiados com a ampliação da cobertura de internet móvel e a melhoria no sinal de celular. A iniciativa é resultado de ações do Ministério das Comunicações em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), dentro da política de inclusão digital no Estado.

A medida integra o edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado neste ano, que prevê expandir a cobertura do serviço móvel, com reforço do 4G e ampliação do 5G, principalmente em áreas rurais e regiões remotas. O leilão está previsto para abril.

De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a proposta busca reduzir desigualdades no acesso à conectividade. Segundo ele, a iniciativa é estratégica para garantir que localidades com falhas de cobertura passem a ter acesso ao sinal de celular, ampliando o uso de serviços digitais e oportunidades oferecidas pela internet.

Entre os municípios contemplados estão Alvarães, Anori, Autazes, Barcelos, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaus, Maués, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tapauá, Tonantins e Urucurituba.

Em âmbito nacional, a expectativa é beneficiar cerca de 1,2 milhão de pessoas e conectar aproximadamente 500 pequenas localidades. Diferentemente de outros leilões, o foco não será a arrecadação de recursos, mas sim a ampliação da cobertura. A maior parte do valor pago pelas empresas vencedoras será revertida em investimentos obrigatórios para expansão do serviço móvel.

A liberação da faixa de 700 MHz ocorreu após a consolidação da TV digital no país, que reorganizou o uso das frequências e abriu espaço para o fortalecimento dos serviços móveis. O edital foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e prevê divisão do espectro em blocos regionais, com limite de aquisição por empresa e etapas que priorizam operadoras regionais antes de abrir a disputa a demais interessadas.

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