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Ataque conjunto de Irã e Hezbollah contra Israel marca nova escalada na guerra

O Irã e o grupo Hezbollah, que atua a partir do Líbano, realizaram pela primeira vez ataques simultâneos contra Israel desde o início da guerra. A ofensiva ocorreu na madrugada desta quinta-feira (5), quando sirenes de alerta foram acionadas em diversas regiões do território israelense e moradores relataram ter ouvido explosões. Até o momento, não há informações sobre feridos.

Em meio à escalada do conflito, Israel lançou a 11ª onda de ataques aéreos contra alvos no Irã. Um dos principais alvos foi um complexo militar que abrigava o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, além de estruturas ligadas à milícia paramilitar Basij e a uma unidade responsável pela repressão a protestos contra o regime iraniano.

De acordo com informações divulgadas, cerca de 100 caças israelenses participaram da operação, lançando aproximadamente 250 bombas sobre o complexo militar. A ação é considerada uma das maiores ofensivas desde o início do conflito.

Segundo dados da agência Hrana, que acompanha a situação de direitos humanos no Irã, cerca de mil pessoas morreram no país desde o início da guerra, enquanto aproximadamente 5,4 mil ficaram feridas.

Em Israel, o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) informou que 12 pessoas morreram em decorrência dos ataques. O Seguro Social israelense também informou que mais de 1,7 mil moradores tiveram que deixar suas casas e foram alojados temporariamente em hotéis.

O conflito também se intensificou no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah em uma nova frente de combate. Desde que a milícia xiita declarou apoio ao Irã na guerra, cerca de 100 foguetes foram lançados do território libanês em direção a Israel.

As forças israelenses iniciaram uma incursão terrestre e intensificaram bombardeios contra o bairro de Dahieh, no sul de Beirute, considerado um reduto do Hezbollah na capital libanesa.

Além disso, o Exército israelense orientou que moradores deixem áreas ao sul do rio Litani, cerca de 25 quilômetros ao norte da fronteira entre Israel e o Líbano. A medida provocou uma fuga em massa de civis para regiões mais ao norte do país.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques já deixaram cerca de 70 mortos e aproximadamente 350 feridos no país.

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