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Defasagem nos combustíveis persiste e diesel deveria subir R$ 1,55, aponta Abicom

A defasagem entre os preços dos combustíveis praticados no Brasil e os valores do mercado internacional continua elevada, embora tenha apresentado recuo ao longo desta semana.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (11) pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço do diesel vendido nos polos da Petrobras apresenta defasagem de 48% em relação ao exterior. No caso da gasolina, a diferença é de 0,62%.

Segundo a entidade, para eliminar a discrepância entre os preços domésticos e internacionais, o valor do litro do diesel precisaria subir cerca de R$ 1,55, enquanto o da gasolina deveria ter aumento de aproximadamente R$ 0,62.

No início da semana, entretanto, a diferença era ainda maior. Na segunda-feira (9), quando a cotação do petróleo registrou forte alta no mercado internacional, a estimativa indicava necessidade de aumento de R$ 2,74 por litro no diesel e de R$ 1,22 na gasolina.

Ainda conforme a Abicom, na mesma segunda-feira a defasagem do diesel comercializado pela Petrobras chegou a atingir 85%, estabelecendo um novo recorde. A estatal permanece há mais de 300 dias sem reajustar o preço do combustível.

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