O Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença renal crônica, condição que pode evoluir de forma silenciosa e ser identificada apenas em estágios mais avançados.
Dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 indicam que mais de 172 mil pessoas realizam terapia renal substitutiva no Brasil, tratamento necessário quando os rins deixam de funcionar adequadamente. Somente em 2024, cerca de 52 mil pacientes iniciaram esse tipo de terapia no país.
Informações do Ministério da Saúde também mostram aumento na procura por atendimento relacionado à doença renal. Entre 2019 e 2023, os registros de atendimentos na atenção primária por doença renal crônica cresceram 152%, segundo boletim epidemiológico.
Neste ano, a campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia tem como tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”. A iniciativa busca ampliar o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e uso responsável dos recursos de saúde.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada dez pessoas no mundo apresenta algum grau de doença renal crônica. Apesar disso, muitos casos permanecem sem diagnóstico nas fases iniciais.
Segundo o nefrologista Américo Cuvello, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a ausência de sintomas nos primeiros estágios dificulta a identificação da doença. “Em muitos casos, quando o paciente percebe algum sinal, a função renal já está comprometida”, explica.
O diagnóstico inicial pode ser feito por meio de exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, que ajudam a identificar alterações na função dos rins.
Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, idosos e pacientes com doenças cardiovasculares estão entre os grupos que precisam de acompanhamento médico mais frequente.
Especialistas também alertam que hábitos do dia a dia influenciam diretamente na saúde dos rins. O consumo excessivo de sal e alimentos ultraprocessados, a baixa ingestão de água e o uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica podem aumentar o risco de problemas renais ao longo do tempo.
Diante desse cenário, profissionais de saúde reforçam que a adoção de hábitos saudáveis e a realização periódica de exames são fundamentais para prevenir complicações e preservar a função renal.



