A Meta anunciou planos para ampliar o uso de inteligência artificial na moderação de conteúdo em plataformas como Facebook e Instagram. A mudança será feita de forma gradual e deve reduzir a dependência de empresas terceirizadas responsáveis por esse tipo de serviço.
De acordo com a companhia, a IA passará a assumir tarefas como identificação de conteúdos ilegais, golpes, perfis falsos e práticas criminosas, incluindo exploração infantil, terrorismo e fraudes digitais. A empresa afirma que os sistemas automatizados apresentam maior eficiência em atividades repetitivas, com respostas mais rápidas e precisas.
Apesar da adoção crescente da tecnologia, a Meta informou que a atuação humana continuará em áreas consideradas sensíveis. Profissionais seguirão responsáveis por revisar decisões complexas, analisar recursos de usuários e lidar com casos de maior risco.
A empresa também destacou que especialistas permanecerão à frente do desenvolvimento, treinamento e monitoramento dos sistemas de inteligência artificial, garantindo supervisão contínua das ferramentas.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento dos investimentos em IA e a possíveis ajustes operacionais. Há expectativas no mercado de redução de custos, embora a Meta não confirme cortes significativos de pessoal.
A moderação de conteúdo, no entanto, segue como um tema controverso. A empresa já enfrentou críticas e processos relacionados aos impactos de suas plataformas, além de questionamentos sobre as condições de trabalho de moderadores expostos a conteúdos sensíveis. Em 2020, ainda sob o nome Facebook, a companhia fechou um acordo milionário para indenizar trabalhadores afetados por problemas de saúde mental ligados à função.



