O governo do Irã negou ter realizado negociações com os Estados Unidos sobre possíveis ataques a instalações energéticas no país. A informação foi divulgada por uma agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária iraniana, que citou um alto funcionário de segurança do regime ao afirmar que o presidente Donald Trump teria recuado diante de ameaças consideradas “sérias e credíveis” por Teerã.
Segundo a autoridade iraniana, a decisão dos EUA de adiar eventuais ofensivas não foi resultado de diálogo, mas sim de pressões geopolíticas e econômicas. “Não há negociações em curso, nem haverá”, afirmou a fonte, classificando a postura norte-americana como parte de uma “guerra psicológica”.
Mais cedo, Trump anunciou o adiamento, por cinco dias, de “todos e quaisquer ataques” contra usinas elétricas e outras infraestruturas energéticas iranianas. O presidente norte-americano alegou que a medida foi tomada após “conversas muito boas e produtivas” com o regime iraniano, versão prontamente rejeitada por Teerã.
A tensão entre os países se intensificou após ameaças dos Estados Unidos de atacar instalações estratégicas do Irã, em resposta ao controle do país sobre o Estreito de Ormuz. A via marítima é considerada essencial para o transporte global de energia, concentrando cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.
Nos últimos dias, o cenário no Oriente Médio se agravou após um ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Desde então, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, impactando diretamente os mercados internacionais e elevando os preços das commodities energéticas.
O aumento das tensões tem gerado reflexos globais, com instabilidade nos mercados financeiros e preocupação quanto ao abastecimento de energia, especialmente na Europa.



