A intensificação da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio já provocou mais de mil mortes no Líbano em pouco mais de três semanas. De acordo com dados de autoridades de saúde libanesas, divulgados pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), 1.039 pessoas morreram entre os dias 2 e 23 de março, sendo cerca de 12% crianças.
Segundo a MSF, ataques terrestres e bombardeios aéreos têm atingido infraestruturas civis, incluindo pontes no sul do país, isolando cidades e comunidades localizadas ao sul do rio Litani. O cenário já forçou aproximadamente um milhão de pessoas a deixarem suas casas.
A organização também expressou preocupação com a situação dos civis que permanecem nas áreas afetadas. “É fundamental garantir a proteção de civis e de estruturas médicas, assegurando o acesso contínuo a cuidados de saúde e serviços essenciais”, afirmou o diretor-geral da entidade, Dr. Tejshri Shah.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, até 23 de março, foram registrados mais de 63 ataques a instalações de saúde no país. Ao todo, 40 profissionais morreram e outros 91 ficaram feridos. Pelo menos cinco hospitais precisaram ser evacuados, enquanto mais de 54 unidades de atenção primária foram fechadas.
Nos últimos dias, o Exército de Israel intensificou operações terrestres classificadas como “limitadas e direcionadas” contra posições do Hezbollah no território libanês. Em comunicado, os militares afirmaram que as ações têm como objetivo desmantelar estruturas do grupo e reforçar a segurança no norte de Israel.
O Líbano entrou no conflito em 2 de março, após ataques do Hezbollah contra Israel. As ações foram apresentadas pelo grupo como resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro durante bombardeios conduzidos por forças norte-americanas e israelenses em Teerã.



