A Tesla informou ao Senado dos Estados Unidos que seus robotáxis ainda dependem de intervenção humana em determinadas situações. Em resposta ao senador Ed Markey, a companhia admitiu que operadores podem assumir o controle dos veículos à distância quando os sistemas automatizados não conseguem responder adequadamente.
De acordo com documentos revelados pelo TechSpot, os profissionais da Tesla têm capacidade de conduzir os carros remotamente, diferentemente do modelo adotado por concorrentes como a Waymo, que limita a atuação de seus operadores à orientação de rotas e validação de manobras, sem controle direto da direção.
A montadora detalhou que a intervenção remota total ocorre apenas em baixas velocidades, de até 3,2 km/h, podendo chegar a 16 km/h em condições específicas. Esses operadores atuam a partir de centros de comando nos Estados Unidos.
O serviço de robotáxis da Tesla foi lançado em 2025, em Austin, com uma frota reduzida. Apesar do avanço tecnológico, os veículos ainda operam, em sua maioria, com supervisores humanos a bordo para eventuais intervenções.
A admissão contrasta com declarações do CEO Elon Musk, que há anos sustenta que a condução totalmente autônoma já seria um desafio superado. As metas anunciadas anteriormente, como a implementação da autonomia total até 2021, ainda não foram atingidas.
A revelação ocorre em meio a uma investigação conduzida por Markey, que cobra maior transparência das empresas sobre o uso de assistência remota. O parlamentar também articula uma proposta de regulamentação federal para estabelecer critérios técnicos e operacionais para o setor, além de solicitar apuração por parte da National Highway Traffic Safety Administration.



