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Líbano decreta luto após bombardeios israelenses que deixam mais de 250 mortos

O Líbano decretou luto nacional nesta quinta-feira (9) após ataques aéreos de Israel que deixaram ao menos 254 mortos e mais de 1.100 feridos, segundo autoridades locais. Os bombardeios ocorreram na quarta-feira (8) e atingiram, principalmente, áreas urbanas da capital, Beirute.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, o número de vítimas ainda é preliminar e pode aumentar. A ofensiva é considerada a mais intensa desde a recente escalada do conflito no Oriente Médio.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que os ataques representam uma ameaça ao cessar-fogo e aos esforços por estabilidade na região. Ele alertou para o risco de agravamento da crise.

A França condenou a ação. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, classificou os bombardeios como “intoleráveis” e declarou apoio ao luto decretado pelo governo libanês. O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a suspensão das operações militares para garantir a credibilidade de uma trégua.

Moradores relataram ataques sem aviso prévio e destruição em áreas residenciais. No sul do país, novos bombardeios foram registrados nesta quinta-feira, com vítimas adicionais e danos à infraestrutura.

Em resposta, o Hezbollah afirmou ter lançado ataques contra o norte de Israel durante a noite, alegando reação às ações israelenses. O grupo declarou que continuará a ofensiva enquanto persistirem os bombardeios.

Apesar das tentativas de mediação internacional, Israel e Estados Unidos afirmam que o Líbano não está incluído no cessar-fogo firmado com o Irã. Já o governo iraniano condiciona o avanço das negociações ao fim das operações no território libanês.

Uma nova rodada de negociações deve ocorrer nos próximos dias no Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, confirmou a participação americana. O presidente Donald Trump afirmou que manterá tropas mobilizadas na região até que haja um acordo mais amplo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva não chegou ao fim e que o país poderá retomar os combates a qualquer momento.

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